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Por que a vacina contra a Covid-19 provoca efeitos colaterais? Quais são as reações mais comuns? A AstraZeneca “derruba mais”?

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Qual vacina contra Covid-19 dá menos reação? É bom ter reação à vacina? Esses são alguns dos vários questionamentos levantados por quem foi imunizado contra o novo coronavírus e apresentou sintomas como dores de cabeça, febre e fadiga, por exemplo.

Para esclarecer alguns desses pontos, o portal Brasil61.com ouviu médicos especialistas no tema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), efeitos colaterais leves a moderados são normais, e ocorrem porque “o sistema imunológico do corpo está respondendo à vacina e se preparando para combater o vírus”. Geralmente, após a aplicação da dose, o corpo aumenta o fluxo sanguíneo para que mais células imunes possam circular e aumenta a temperatura para matar o vírus, como explica a OMS.



Quais os sintomas mais comuns depois de tomar a vacina?
Os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 mais relatados incluem dor no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e diarreia. A maior parte dos sintomas vão de leves a moderados, e não duraram mais do que alguns poucos dias, como detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

“Os sintomas mais comuns são febre, dor na da aplicação, um pouco de inchaço ou vermelhidão. Isso funciona para qualquer vacina. Normalmente, esses eventos vão durar por 24 ou 48 horas. Eles são transitórios e passam sozinhos, sem precisar da gente fazer qualquer tipo de intervenção mais grave.”

CoronaVac, AstraZeneca, Janssen e Pfizer
A bula da CoronaVac, um dos imunizantes mais utilizados no Brasil, por exemplo, traz três tópicos sobre possíveis reações adversas observadas a partir de estudos clínicos. 

Reação muito comum (podem ocorrer em mais de 10% dos pacientes): dor no local da aplicação;
Reação comum (podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes): cansaço, febre, dor no corpo, diarreia, náusea, dor de cabeça;
Reação incomum (podem ocorrer entre 0,1% e 1% dos pacientes): vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, reação alérgica, pressão arterial elevada, hipersensibilidade alérgica ou imediata.
A bula da AstraZeneca, Janssen e Pfizer também descrevem sintomas semelhantes. O informativo da AstraZeneca avisa que, “como todos os medicamentos, essa vacina pode causar efeitos colaterais, apesar de nem todas as pessoas os apresentarem”, e conclui que, em estudos clínicos com a vacina, “a maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve a moderada e resolvida dentro de poucos dias, com alguns ainda presentes uma semana após a vacinação”.

Atualmente, entre todos os brasileiros vacinados, 46,7% receberam doses da AstraZeneca, 43,4% da CoronaVac, 8,7% da Pfizer e 1,2% da Janssen. Caso a pessoa imunizada apresente sintomas diferentes destes citados em bula ou persistentes, a recomendação é procurar um profissional de saúde para o diagnóstico mais preciso. 



Se medicar após a vacina bloqueia a proteção contra a Covid-19?
Uma outra dúvida recorrente de quem é imunizado contra a Covid-19 é se pode ou não utilizar uma medicação contra as reações à vacina. A médica Ana Helena afirma que não existe nenhum medicamento que seja comprovadamente contraindicado. Ou seja, não há um remédio que possa “bloquear” o efeito da vacina.

“Caso você tenha somente febre, dor no corpo, enjoo, por aquelas 24h ou 48h, pode tomar o medicamento que já é de costume, ou perguntar para o seu médico que já te acompanha, para orientar o que deve ser feito”, diz. A recomendação é a mesma da bula da AstraZeneca, que traz: “Se os efeitos colaterais como dor e/ou febre estiverem incomodando, informe o seu profissional de saúde, ele poderá indicar o uso de algum medicamento para alívio destes sintomas, como, por exemplo, medicamentos contendo paracetamol”.

Como se medicar?
Fernanda Silva, 51 anos, é uma das pessoas que recebeu a dose de proteção e seguiu essas indicações. “Tomei a vacina da AstraZeneca ao meio-dia e comecei a sentir reação por volta de 21h. Eu tive muito calafrio, muito frio, muita dor no corpo. Passei a madrugada inteira tremendo muito e tomei uma Dipirona para passar um pouco do mal-estar”, relata. 

Fernando Cerqueira, infectologista do Hospital Santa Marta Asa Norte, destaca que alguns remédios podem ser bons aliados para combater os efeitos. “Medicações como Dipirona, principalmente, em casos de dor de cabeça, em caso de febre, de fadiga. Em caso de enjoo, pode ser tomado um Plasil, um Vonau. Mas é importante ressaltar que não se tome nenhuma medicação que necessite de prescrição médica, sem o devido acompanhamento”, alerta. 

Os sintomas de Fernanda passaram um dia após a aplicação, seguindo o padrão de normalidade citado pelos médicos. “Ter a oportunidade de receber a vacina pelo SUS é um privilégio muito grande, eu acho que a gente tem que enaltecer isso. Essa é a sensação, de alegria, de vitória. Espero que todos também tenham essa oportunidade, que a gente consiga conter esse vírus aí”, pontua.

A proteção final também é destacada pela infectologista Ana Helena. “Qualquer vacina que a gente tome pode dar algum efeito colateral ou evento adverso. O mais importante é a população saber que as vacinas são seguras e eficazes. Elas são o método mais rápido e mais simples da gente voltar para o nosso normal. Os efeitos colaterais são muito menores quando se compara o efeito de uma Covid. E os benefícios são muito maiores”, sintetiza.



Não ter reação significa que não houve proteção contra a Covid?
Há também quem se vacina contra o novo coronavírus e não apresenta sintomas adversos. Isso quer dizer que a pessoa não foi imunizada? A resposta é objetiva: não ter efeitos colaterais não significa que não há proteção. A própria OMS destaca essa informação. 

“Efeitos colaterais comuns, leves ou moderados, são uma coisa boa. Eles nos mostram que a vacina está funcionando. Não experimentar efeitos colaterais não significa que a vacina seja ineficaz. Significa que todos respondem de forma diferente”.
 


Fonte: Brasil 61 – https://brasil61.com/n/covid-19-conheca-a-reacao-da-vacina-astrazeneca-e-outras-bras215698

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Bebê leva, por engano, seis doses de vacina contra a Covid-19

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Uma bebê de seis meses foi hospitalizada após ter recebido o conteúdo de um frasco inteiro da vacina da Pfizer-BioNtech contra a Covid-19, com uma quantidade equivalente a seis doses, avança o G1.

De acordo com a mãe da menina, a vacina contra o novo coronavírus teria sido administrada por engano. A bebê deveria ter recebido, no seu lugar, a vacina que previne doenças como a meningite, o tétano e a hepatite.

“Quando estávamos indo embora, ela [técnica de enfermagem] me chamou e disse que tinha aplicado a vacina errada. No momento em que foi jogar o frasco fora, ela viu que era o frasco da Pfizer conta a Covid-19 e que tinha aplicado nela [bebê]”, explicou a mãe, que é profissional de saúde, citada pelo G1. ” Me disse que ela tomou o frasco inteiro, o frasco equivale a seis doses da vacina da Pfizer, então nem foi uma dose só”, contou.

Depois do incidente, que aconteceu em Altinópolis (São Paulo), a técnica de saúde responsável pelo erro entrou em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e selecionou uma médica do posto de saúde para examinar a criança. A menina foi transportada para uma unidade hospitalar, onde ficou em observação durante três dias.

No que toca aos sintomas derivados da administração errada das seis doses da vacina contra a Covid-19, a mãe esclareceu que a perna da bebê “inchou” no dia da vacinação e que ela manifestou também “dor” e “febre”.

“Os exames de sangue deram alteração. Os médicos diziam que tinha a ver com a coagulação do sangue, que era o que eles estavam com mais medo”, explicou ainda a mãe.

A criança recebeu alta hospitalar, continuando depois a ser acompanhada em casa por equipes médicas da região onde reside.

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Mulher oferece sexo para policiais para não prenderem seu marido traficante.

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O caso ocorreu no dia 29 de dezembro de 2021. Um vídeo ficou conhecido em Manaus, após policiais militares prenderem em flagrante um traficante do bairro Mauazinho.

A esposa do traficante detido ofereceu sexo em troca da liberdade do marido recém-detido. O vídeo da garota diz “Vamos fazer um ‘rock’ doido, eu tenho certeza que não irão se arrepender”.

O vídeo viralizou em grupos de WhatsApp. O traficante de 21 anos, foi flagrado com uma abundante quantidade de drogas, cerca de 10 tabletes de entorpecentes.

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Miocardite: entenda o que é e sua relação com as vacinas contra a Covid-19

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A miocardite é uma inflamação do tecido muscular do coração que pode levar a alterações temporárias ou até mesmo permanentes do órgão. Muito mais frequente em crianças e jovens do que em adultos, na maioria das vezes, é autolimitada, com rápida e completa recuperação, mas pode levar ao enfraquecimento do coração, a distúrbios do ritmo cardíaco e até mesmo à morte. A miocardite tem inúmeras causas, entre elas: toxinas, infecções, medicamentos e distúrbios sistêmicos.

Já a pericardite é a inflamação do tecido que recobre o coração, o pericárdio. Elas – miocardite e pericardite – podem ocorrer separadamente, mas não é incomum que se manifestem simultaneamente em intensidades variáveis. Ambas têm como causas mais comuns as infecções virais, porém, as demais razões diferem bastante.

A miocardite pode ser consequência de doenças infecciosas ou não infecciosas. Entre as causas infecciosas, as patologias virais são, de longe, as mais comuns, entre elas se destacam as motivadas por coxsackie B, adenovírus (que provoca o resfriado comum), parvovírus e Sars-CoV-2, vírus que origina a Covid-19. Outros agentes infecciosos podem ser bactérias, parasitas e até mesmo fungos.

Miocardite pode ser causada pelo novo coronavírus, seja por meio da agressão direta do vírus ao tecido do coração, seja pela resposta inflamatória intensa que se dá no organismo. Ademais, está bem estabelecida a relação de quadros de miocardite em pessoas que tomaram as duas doses da vacina contra a Covid-19 compostas por mRNA, como as vacinas da Pfizer e Moderna. Essa complicação é bastante rara, é mais frequente em homens e em jovens e ocorre alguns dias depois da segunda dose da vacina. Os pacientes que tiveram miocardite depois de tomar a vacina tiveram rápida recuperação.

“Existem diversas publicações que mostram a relação entre essas vacinas e o aparecimento da miocardite. A frequência de relatos é variável, mas podemos afirmar que são raros os casos e a maioria deles é de leve a moderada intensidade, e mesmo os quadros mais graves têm, em geral, boa evolução e recuperação. Uma análise do risco-benefício das vacinas, publicada na revista Circulation, em agosto de 2021, mostra um grande benefício dos imunizantes, independentemente da faixa etária analisada, o que reforça a indicação da vacinação e sua segurança”, explica o médico do Hospital Santa Paula de São Paulo.

Ao observar sinais que possam indicar presença de miocardite, busque atendimento médico. Confira, a seguir, os sintomas mais comuns.

dor torácica;
falta de ar;
inchaço (edema);
fadiga;
sensação de palpitação nos batimentos cardíacos.

A miocardite pode causar morte súbita. O tratamento é variável e depende muito do quadro clínico e dos achados nos exames complementares. Pode incluir desde o uso de anti-inflamatórios até medicações específicas para insuficiência cardíaca e arritmias. Fazem parte da terapêutica algumas recomendações e cuidados, incluindo, na fase aguda, a restrição de atividades físicas, por isso é muito importante o acompanhamento de um especialista.

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