Connect with us

Mundo

ONU divulga recomendações para países minimizarem impactos da pandemia

Publicado

em

Criada em outubro de 1945, um mês após o término da Segunda Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a pandemia da covid-19 como a pior crise sistêmica global enfrentada pela humanidade nos últimos 76 anos. Segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, mais de 4,7 milhões de pessoas já morreram em todo o planeta devido a complicações causadas pelo novo coronavírus – destas, 595.446 eram brasileiras.

Segundo a organização, dentre as graves consequências da pandemia – como a tendência de queda no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o grau de desenvolvimento de regiões, países, estados e cidades a partir de parâmetros como educação, saúde e renda -, uma afetou em particular às crianças e adolescentes: o fechamento de escolas em todo o mundo.

Em seu relatório Covid-19 e desenvolvimento sustentável: avaliando a crise de olho na recuperação, divulgado hoje (29), a ONU afirma que a impossibilidade de participar de atividades pedagógicas presenciais impactou a mais de 1,4 bilhão de crianças e jovens de diferentes nacionalidades.

Embora todos os países tenham sido afetados em alguma medida, a situação que a ONU classifica como uma “crise sem precedentes na educação” impactou a cada sociedade de uma formas diferente. “A taxa de estudantes da educação primária fora da escola varia de acordo com o nível de desenvolvimento do país: enquanto a taxa é maior nos países de baixo desenvolvimento humano, os países de alto desenvolvimento humano apresentam as menores taxas”, apontam os autores do relatório.

Em abril de 2020, cerca de dois meses após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, 154 milhões de crianças e adolescentes em idade escolar deixaram de frequentar aulas temporariamente em toda a América Latina e Caribe. Segundo a ONU, no Brasil, os temporariamente afetados chegam a 47,9 milhões, mas se considerada a situação ao longo de todo o ano passado, a organização estima que cerca de 5,5 milhões de estudantes brasileiros tiveram seu direito à educação negado em 2020.

A exemplo de outros especialistas, a ONU alerta que, entre os mais jovens, as consequências da pandemia podem perdurar por toda a vida, contribuindo para ampliar as desigualdades já existentes. Para evitar que isso ocorra, a organização recomenda às nações que, além de medidas para tentar conter a propagação do vírus, como a vacinação da população e campanhas de saúde pública para conscientizar as pessoas sobre a importância do uso de máscaras e do distanciamento social, implementem políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, sobretudo para mulheres e meninas, que enfrentam desafios particulares e são, em termos globais, as maiores vítimas da insegurança econômica.

“São necessários mecanismos sistêmicos e uma lente de equidade para reduzir as perdas no desenvolvimento humano e transformá-las em oportunidades no longo prazo”, aponta a ONU, destacando a importância do retorno às aulas presenciais em segurança. “Além de perdas de aprendizagem, o fechamento prolongado de escolas traz consequências à alimentação e à segurança, pois representa a interrupção de acesso a outros serviços básicos importantes, como merenda escolar, programas recreativos, atividades extracurriculares, apoio pedagógico e infraestrutura de saúde, água, saneamento e higiene”.

A organização lembra que, embora seja uma alternativa, o ensino remoto pode agravar as desigualdades, já que muitos não têm acesso às ferramentas tecnológicas necessárias para assistir aulas à distância. O que pode provocar um aumento nas taxas de abandono escolar, com todas os agravantes que costumam estar associados, como o trabalho infantil e a gravidez na adolescência. A organização calcula que, no Brasil, cerca de 28% das famílias não têm acesso à internet. Percentual que aumenta conforme a renda familiar diminui. “Diante desse cenário, além de priorizar a reabertura segura das escolas, investimentos em disrupção digital são fundamentais como resposta imediata e caminho para além da recuperação.”

Ainda sobre a situação específica do Brasil, a ONU afirma que a organização do sistema público de saúde nacional (SUS) propicia uma resposta rápida para ações emergenciais, embora, para isto, seja necessária uma “visão estratégica coordenada”. “Embora [o país] possua um sistema público de saúde capaz de responder a emergências sanitárias, a pandemia da covid-19 exige medidas em todos os âmbitos, considerando as desigualdades entre os estados”, sustenta a ONU, ainda confiante de que “um novo Brasil, mais justo e sustentável, pode emergir da atual crise” e destacando o efeito benéfico de medidas como o auxílio emergencial pago a pessoas financeiramente afetadas pela pandemia.

“Porém, para assegurar uma recuperação resiliente e inclusiva, o Brasil deve enfrentar os desafios do desenvolvimento sistêmico. Nesse sentido, os pilares governança, proteção social, reimaginar o futuro para cada criança e adolescente, disrupção digital e economia verde são fundamentais para superar a crise e aproximar o Brasil da agenda de desenvolvimento sustentável”, acrescenta a organização, destacando que o pós-pandemia exigirá “um novo contrato social” e mudanças estruturais.

“Governos, setor privado e sociedade civil precisarão trabalhar juntos para promover a coesão social e a igualdade de gênero, e defender os direitos humanos e o estado de direito, especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos.

Continuar Leitura
Clique para deixar um comentário

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Britânico é primeiro do mundo a ganhar prótese ocular impressa em 3D

Publicado

em

Steve Verze, engenheiro de 47 anos, de Hackney, fez o implante no Moorfields Eye Hospital, em Londres, para colocar a prótese no olho.

“Desde os 20 anos eu precisava de uma prótese de olho, e sempre me senti constrangido”, disse Verze.

Quando saía de casa, muitas vezes dava uma segunda olhada no espelho e não gostava do que via. Este novo olho está fantástico e, por ser baseado na tecnologia de impressão digital 3D, só vai ficar melhor e melhor.”

O Hospital informou à imprensa que trata-se da primeira prótese ocular totalmente digital criada para um paciente. A cirurgia foi na última quinta-feira, 25.

Alta definição

“Um olho impresso em 3D é uma verdadeira biomímica e uma prótese mais realista, com definição mais clara e profundidade real para a pupila”, explicou o hospital em um comunicado à imprensa .

“Ao contrário dos métodos tradicionais, ele usa varreduras do olho em vez de um molde invasivo da órbita do olho, tão difícil para as crianças que podem precisar de uma anestesia geral”.

O processo de produção também é muito mais rápido do que os olhos protéticos de acrílico tradicionais, que são pintados à mão e podem levar meses para serem concluídos.

Animados com o resultado

O professor Mandeep Sagoo, chefe clínico do projeto no Moorfields Eye Hospital e professor de oftalmologia e oncologia ocular na University College London, disse estar “animado” com o potencial do novo método de desenvolvimento.

“Esperamos que o próximo ensaio clínico nos forneça evidências robustas sobre o valor desta nova tecnologia, mostrando a diferença que faz para os pacientes. Ela tem claramente o potencial de reduzir as listas de espera”, disse Sagoo.

Continuar Leitura

Mundo

Mulher dá à luz aos 50 anos após mais de uma década de infertilidade

Publicado

em

Mais de uma década. Foi este o tempo necessário para que Susie e Tony Troxler, de 50 e 61 anos, pudessem receber a primeira filha nos braços.

Pela primeira vez, o casal vai celebrar o Dia de Ação de Graças, 25 de novembro, com o seu maior desejo: a filha.

Lily Antonia Troxler nasceu no estado norte-americano da Carolina do Norte no dia 29 de setembro de 2021, 13 anos depois de Susie e Tony se casarem e terem começado a sua jornada para engravidar.

O casal acreditava que conceberia naturalmente e sabia pouco sobre tratamentos de fertilidade. “Quando nos casamos, simplesmente presumimos que íamos engravidar, mas isso não aconteceu”, disse Susie ao jornal ABC News. “Somos muito antiquados e, quando crescemos, ninguém falava ou discutia FIV [fertilização in vitro]”, acrescenta.

Essa mentalidade mudou há cerca de três anos quando decidiram recorrer a este tipo de tratamento, após 10 anos sem conseguir engravidar naturalmente.

Após Susie ser examinada, foram-lhe diagnosticados miomas, que geralmente são tumores musculares benignos que crescem na parede do útero. Estes costumam ser mais comuns em mulheres na faixa etária dos 40 e 50 anos e, por isso, Susie tinha maior dificuldade em engravidar.

Em janeiro de 2019, submeteu-se a uma cirurgia para remover os miomas. Foi aí que o casal recebeu a notícia de que não conseguiram ter um bebê de forma tradicional, tanto por causa da idade de Susie quanto por questões de saúde de Tony.

O casal iniciou assim um ciclo de vários tratamentos de fertilização in vitro. Posteriormente, optaram por doação de óvulos por não conseguirem um embrião viável. A pandemia veio travar a luta deste casal e em fevereiro deste ano, o casal decidiu experimentar o último embrião viável, um embrião congelado, que consideraram ser sua última hipótese.

Esta última oportunidade foi bem sucedida e o casal não pode estar mais feliz. “Acredito que as crianças vêm quando devem vir, independentemente da idade dos pais. Ela é o nosso bebê milagre”, disse a recém-mamãe.

Continuar Leitura

Mundo

Lembra do bebê da Indonésia que fumava 40 cigarros por dia? Saiba como ele está atualmente

Publicado

em

Viralizou nas redes sociais em 2010, foto de Ardi Rizal, uma bebê nascido na Indonésia que escandalizou o mundo ao aparecer em um vídeo fumando um cigarro após o outro. Descobriu-se, então, que o pequeno começou a fumar aos 18 meses quando o pai deu seu primeiro cigarro e aos 2 anos já fumava quase 40 cigarros por dia. Vale lembrar que na Indonésia, o vício em nicotina atinge pelo menos 1 pessoa da família.

Preocupado com a saúde do menino, que tinha crises de abstinência graves, e as imagens desastrosas que viralizaram, o governo indonésio decidiu enviar Ardi e os pais para a reabilitação em 2012. A iniciativa foi bem sucedida, ele parou de fumar. Mas, criou outro problema: o vício em comida, principalmente junkie-food. Aos 5 anos, ele pesava 24 kg e aos 6 anos 30 kg.

Ardi sofreu com a obesidade infantil e teve que passar por um novo tratamento de reeducação alimentar com acompanhamento de uma nutricionista para perder os quilos extras. Ele que consumia três latas de leite condensado por dia, estava restrito a uma dieta que consistia em peixe fresco, frutas e vegetais.

Hoje, 11 depois de passar por dois tratamentos, Ardi é uma criança saudável de 11 anos que foca nos estudos e brincadeiras com amigos em seu tempo livre.

Continuar Leitura

Em alta