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Mundo

Cientistas estão “plantando” carne na Europa

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Pesquisadores na Islândia estão cultivando mais de 100.000 plantas de cevada geneticamente modificadas dentro de uma estufa com um propósito nada usual: produção de carne cultivada em laboratório.

Segundo a emissora estatal britânica BBC, a cevada alterada é colhida e purificada para extrair proteínas chamadas “fatores de crescimento”, que, por sua vez, podem ser usadas para cultivar carne em laboratório.

Essa inovação pode fazer com que a indústria da carne cultivada em laboratório dependa cada vez menos de animais vivos.

A empresa responsável pela proeza é a ORF Genetics, situada em Kópavogur, na Islândia. Ela está cultivando cevada hidropônica alterada por engenharia genética numa área de mais de 2.000 m².

De acordo com a BBC, os fatores de crescimento extraídos das sementes da cevada desempenham um papel importante na manutenção das células-tronco. Em 2010, a ORF lançou um produto dermatológico que traz essa proteína.

Pouco mais de 10 anos depois, a empresa islandesa espera entrar no mercado de carne cultivada em laboratório. Como mostra a emissora britânica, os fatores de crescimento servem de estímulo para o surgimento de tecidos, incluindo músculos animais e células de gordura.

“A população está aumentando e temos que alimentar todas as pessoas”, comenta Arna Runarsdottir, diretora de tecnologia de proteínas da ORF Genetics, em entrevista à BBC.

Se os cientistas conseguirem produzir em larga escala, a carne cultivada em laboratório possui vantagens que poderiam ajudar a alimentar uma parcela maior da população.

“Não temos que matar todos esses animais, só temos que tirar a célula-tronco deles”, diz a diretora, observando que é uma opção mais sustentável em comparação com a carne cultivada da forma tradicional.

A emissora lembra que fatores de crescimento da ORF já estão sendo usados por várias empresas que fabricam produtos à base de carne cultivada em laboratório.

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Britânico é primeiro do mundo a ganhar prótese ocular impressa em 3D

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Steve Verze, engenheiro de 47 anos, de Hackney, fez o implante no Moorfields Eye Hospital, em Londres, para colocar a prótese no olho.

“Desde os 20 anos eu precisava de uma prótese de olho, e sempre me senti constrangido”, disse Verze.

Quando saía de casa, muitas vezes dava uma segunda olhada no espelho e não gostava do que via. Este novo olho está fantástico e, por ser baseado na tecnologia de impressão digital 3D, só vai ficar melhor e melhor.”

O Hospital informou à imprensa que trata-se da primeira prótese ocular totalmente digital criada para um paciente. A cirurgia foi na última quinta-feira, 25.

Alta definição

“Um olho impresso em 3D é uma verdadeira biomímica e uma prótese mais realista, com definição mais clara e profundidade real para a pupila”, explicou o hospital em um comunicado à imprensa .

“Ao contrário dos métodos tradicionais, ele usa varreduras do olho em vez de um molde invasivo da órbita do olho, tão difícil para as crianças que podem precisar de uma anestesia geral”.

O processo de produção também é muito mais rápido do que os olhos protéticos de acrílico tradicionais, que são pintados à mão e podem levar meses para serem concluídos.

Animados com o resultado

O professor Mandeep Sagoo, chefe clínico do projeto no Moorfields Eye Hospital e professor de oftalmologia e oncologia ocular na University College London, disse estar “animado” com o potencial do novo método de desenvolvimento.

“Esperamos que o próximo ensaio clínico nos forneça evidências robustas sobre o valor desta nova tecnologia, mostrando a diferença que faz para os pacientes. Ela tem claramente o potencial de reduzir as listas de espera”, disse Sagoo.

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Mulher dá à luz aos 50 anos após mais de uma década de infertilidade

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Mais de uma década. Foi este o tempo necessário para que Susie e Tony Troxler, de 50 e 61 anos, pudessem receber a primeira filha nos braços.

Pela primeira vez, o casal vai celebrar o Dia de Ação de Graças, 25 de novembro, com o seu maior desejo: a filha.

Lily Antonia Troxler nasceu no estado norte-americano da Carolina do Norte no dia 29 de setembro de 2021, 13 anos depois de Susie e Tony se casarem e terem começado a sua jornada para engravidar.

O casal acreditava que conceberia naturalmente e sabia pouco sobre tratamentos de fertilidade. “Quando nos casamos, simplesmente presumimos que íamos engravidar, mas isso não aconteceu”, disse Susie ao jornal ABC News. “Somos muito antiquados e, quando crescemos, ninguém falava ou discutia FIV [fertilização in vitro]”, acrescenta.

Essa mentalidade mudou há cerca de três anos quando decidiram recorrer a este tipo de tratamento, após 10 anos sem conseguir engravidar naturalmente.

Após Susie ser examinada, foram-lhe diagnosticados miomas, que geralmente são tumores musculares benignos que crescem na parede do útero. Estes costumam ser mais comuns em mulheres na faixa etária dos 40 e 50 anos e, por isso, Susie tinha maior dificuldade em engravidar.

Em janeiro de 2019, submeteu-se a uma cirurgia para remover os miomas. Foi aí que o casal recebeu a notícia de que não conseguiram ter um bebê de forma tradicional, tanto por causa da idade de Susie quanto por questões de saúde de Tony.

O casal iniciou assim um ciclo de vários tratamentos de fertilização in vitro. Posteriormente, optaram por doação de óvulos por não conseguirem um embrião viável. A pandemia veio travar a luta deste casal e em fevereiro deste ano, o casal decidiu experimentar o último embrião viável, um embrião congelado, que consideraram ser sua última hipótese.

Esta última oportunidade foi bem sucedida e o casal não pode estar mais feliz. “Acredito que as crianças vêm quando devem vir, independentemente da idade dos pais. Ela é o nosso bebê milagre”, disse a recém-mamãe.

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Lembra do bebê da Indonésia que fumava 40 cigarros por dia? Saiba como ele está atualmente

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Viralizou nas redes sociais em 2010, foto de Ardi Rizal, uma bebê nascido na Indonésia que escandalizou o mundo ao aparecer em um vídeo fumando um cigarro após o outro. Descobriu-se, então, que o pequeno começou a fumar aos 18 meses quando o pai deu seu primeiro cigarro e aos 2 anos já fumava quase 40 cigarros por dia. Vale lembrar que na Indonésia, o vício em nicotina atinge pelo menos 1 pessoa da família.

Preocupado com a saúde do menino, que tinha crises de abstinência graves, e as imagens desastrosas que viralizaram, o governo indonésio decidiu enviar Ardi e os pais para a reabilitação em 2012. A iniciativa foi bem sucedida, ele parou de fumar. Mas, criou outro problema: o vício em comida, principalmente junkie-food. Aos 5 anos, ele pesava 24 kg e aos 6 anos 30 kg.

Ardi sofreu com a obesidade infantil e teve que passar por um novo tratamento de reeducação alimentar com acompanhamento de uma nutricionista para perder os quilos extras. Ele que consumia três latas de leite condensado por dia, estava restrito a uma dieta que consistia em peixe fresco, frutas e vegetais.

Hoje, 11 depois de passar por dois tratamentos, Ardi é uma criança saudável de 11 anos que foca nos estudos e brincadeiras com amigos em seu tempo livre.

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