Bolsonaro diz que só indicaria outro candidato para 2026 “depois de morto”
Na última quinta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que só escolheria um substituto para concorrer às eleições presidenciais de 2026 “depois de morto”.
Ele também reiterou suas críticas às decisões que resultaram em sua inelegibilidade por oito anos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela inelegibilidade de Bolsonaro até 2030, após julgar acusações de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, relacionadas a uma reunião com embaixadores em julho de 2022, no Palácio da Alvorada.
— A minha ausência nas eleições é uma afronta à democracia. Só indicarei outro candidato postumamente. Se houvesse um motivo legítimo, eu não estaria aqui conversando com vocês, já teria encontrado uma forma de escapar — afirmou ele à imprensa após chegar ao Aeroporto de Brasília.
Perspectivas sobre a direita
O ex-presidente enfatizou que não vê como prejudicial à direita o fato de não apontar um sucessor e acredita que diversos partidos estão aptos a apresentar candidatos para a disputa presidencial.
— Que cada partido se apresente, lance seu candidato e comece a percorrer o Brasil, como eu fiz — declarou.
Possíveis candidatos alternativos
Em fevereiro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, reconheceu que há figuras da direita capazes de liderar uma candidatura alternativa à do pai. Segundo ele, líderes partidários têm considerado tanto ele quanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como possíveis candidatos viáveis. Outros nomes sondados incluem os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo; Ronaldo Caiado (União) de Goiás; Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais; e Ratinho Júnior (PSD) do Paraná. Caiado planeja anunciar sua pré-candidatura em 4 de abril e pensa em formar uma chapa com o cantor Gusttavo Lima, embora a decisão final será tomada apenas em 2026.
Em janeiro, Bolsonaro já havia considerado a possibilidade de candidaturas por parte de Michelle, Flávio ou seu outro filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), comentando que uma eleição sem sua participação seria “parecida com a da Venezuela”.