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Economia

Adidos agrícolas monitoram comércio exterior

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A participação dos auditores fiscais federais nos resultados positivos do agronegócio brasileiro já foi comprovada em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2017, a pedido do Sindicato Nacional da categoria, o Anffa Sindical. Na pandemia, a ação dos AFFAs torna-se ainda mais relevante, segundo o Sindicato. No caso dos auditores que são adidos agrícolas, a missão de traçar diariamente o panorama econômico-financeiro de mercados que têm relações comerciais com o Brasil tem se mostrado essencial para mapear questões sanitárias e tarifárias que foram alteradas na pandemia e impactam o ambiente de exportação e importação de produtos, bens e serviços.

Quem explica a rotina do adido agrícola é Nilson César Castanheira Guimarães, que há dois anos atua na Embaixada do Brasil em Rabat, no Marrocos, de onde mantém o país informado sobre ocorrências, riscos e estudos de mercado relativos à situação econômica, e principalmente ao agronegócio, daquele país. “É uma forma de monitoramento para que o nosso país não sofra prejuízos na atividade exportadora”, esclarece o adido e explica que, especialmente na pandemia, esse acompanhamento se tornou estratégico para evitar perdas ao agronegócio brasileiro.

De acordo com o adido agrícola, parâmetros técnicos para importações e exportações em todo o mundo sofreram mudanças na pandemia. Nesse aspecto, o trabalho do adido agrícola tornou-se imprescindível pela natureza do ofício que, entre outros procedimentos, prevê relatos sistemáticos e em tempo real à sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre qualquer mudança no panorama do comércio exterior.

Basta dizer que durante a pandemia, já no primeiro trimestre de 2021, o Brasil se tornou o terceiro parceiro comercial do Marrocos. Antes era o quinto. “Isso se deu muito em função das importações de fosfato e fertilizantes agrícolas do Marrocos para o Brasil”, explica Nilson, lembrando que com o crescimento das exportações agrícolas brasileiras na pandemia, aumentou também a demanda interna pela importação de fosfato e fertilizantes. Daí a necessidade de recorrer ao Marrocos, líder mundial na exportação de fosfato e de produtos à base desse composto.

Segundo ele, outra atividade estratégica na pandemia, desempenhada pelos adidos agrícolas, é a identificação de potenciais nichos de produtos que o Brasil deseja importar e exportar. Um exemplo da importância desse rastreamento do potencial importador e exportador de ambos os lados – Marrocos e Brasil – é o caso do milho, que o Brasil exporta para o Marrocos e outros países. Com a pandemia, houve sensível aumento da demanda por esse grão no Marrocos, e o Brasil foi prontamente informado sobre esse cenário, o que qualificou a negociação brasileira para exportação a este país.

Como exemplo da complexidade das transações comerciais no mercado exterior na pandemia, o adido explica que há questões sanitárias e tributárias que variam muito conforme o produto. “O Marrocos, por exemplo, reduziu tarifas do trigo para atender à elevada demanda interna pelo produto”, explica.

Segundo estudo da FGV em 2017, surtos de Febre Aftosa poderiam causar prejuízos financeiros, em valores médios, de R﹩ 11,32 bilhões ao ano. Com a Influenza Aviária, a exportação do frango poderia sofrer prejuízo médio de R﹩ 18,59 bilhões ao ano. Esses e outros dados dão a dimensão da relevância do trabalho realizado pelos AFFAs, evitando perdas financeiras e contribuindo para turbinar os resultados do agro. “Esses resultados são tão evidentes que decidimos dar continuidade a essa pesquisa com a FGV, desta vez, enfatizando a ação dos AFFAs na pandemia e o resultado positivo desse trabalho para o país”, antecipa Janus Pablo de Macedo, presidente do Anffa Sindical.

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Economia

iFood vai pagar ‘vale-gasolina’ de até R$ 150 para entregadores

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Os entregadores do iFood terão direito a um ‘vale-gasolina’ de até R$ 150. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15) pela plataforma e o objetivo é minimizar o impacto do preço dos combustíveis.

A iniciativa é uma parceria da empresa com a Shell e faz parte do ‘Fundo de Combustível’ de R$ 8 milhões, criado no mês passado. O valor será repassado aos motoristas.

De acordo com o IG, os pagamentos começam a ser feitos para os entregadores no dia 24 de novembro, com base nas notas efetuadas nos 30 dias anteriores. Em dezembro também será disponibilizado, no dia 24, com base nas entregas de novembro.

Os valores variam conforme o número de corridas, sendo o repasse mínimo de R$ 5 e podem chegar a R$ 80 para moto. Para carro, os créditos variam entre R$ 10 reais e R$ 150.

Interessados devem entrar no aplicativo ‘iFood para entregadores’, abrir Delivery de Vantagens e acessar a categoria “Peças e Manutenção”, no qual estará disponível o Regulamento do Fundo Combustível. Na sequência, é necessário baixar o aplicativo Shell Box no celular e fazer o cadastro na plataforma.

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Economia

Uber vai dar bônus para motoristas que evitarem cancelamento

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A fim de melhorar o minguado ganho dos motoristas, a Uber decidiu implementar um pacote de iniciativas neste último trimestre do ano — período em que a demanda por viagens aumenta significativamente. Uma das medidas permite que os autônomos recebam até R$ 1.500 extras em um mês, se evitarem cancelamentos, além de bônus extras pela indicação de novos parceiros.

Os parceiros poderão aumentar a sua renda através da indicação de novos condutores e também a partir de promoções de ganhos adicionais, que serão disponibilizadas ao longo de 11 semanas.

A Grana Extra, por exemplo, oferece um bônus aos que completarem um número mínimo de viagens semanalmente mantendo, no período, os mesmos níveis de aceitação e cancelamento do Uber Pro, o programa de vantagens da plataforma. Os valores adicionais podem variar de R$ 150 até R$ 1.500 no mês. As informações sobre as regiões participantes serão atualizadas semanalmente na página da campanha.

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Economia

Com lucro de R$ 31 bilhões no 3º trimestre, Petrobras decide dobrar remuneração a acionistas

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O Conselho da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira 28, o pagamento de uma nova antecipação da remuneração aos acionistas, de 31,8 bilhões de reais. Esse montante se soma aos 31,6 bilhões anunciados em 4 de agosto. O total chega a 63,4 bilhões de reais em antecipação aos acionistas.

“A distribuição considera as perspectivas de resultado e geração de caixa da Petrobras para o ano de 2021, sendo compatível com a sustentabilidade financeira da companhia, sem comprometer a trajetória de redução de seu endividamento e sua liquidez, em linha com os princípios da Política de Remuneração aos Acionistas”, disse em nota a estatal.

A Petrobras também informou nesta quinta que registrou lucro de 31,1 bilhões de reais no 3º trimestre de 2021. No mesmo período de 2020, divulgou um prejuízo de 1,5 bilhão. No 2º trimestre deste ano, o lucro foi de 42,8 bilhões.

A estatal teve uma receita líquida de 121,5 bilhões de reais entre julho e setembro, um avanço de 71,9% na comparação com o mesmo período de 2020. Em relação ao intervalo entre março e junho, a alta foi de 9,8%.

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