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Pai não autoriza adolescente a tomar vacina contra Covid e caso vai parar na Justiça

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A Justiça acatou manifestação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e expediu liminar na quarta-feira, 15, assegurando o direito à vacinação contra Covid-19 a uma adolescente de 16 anos, da cidade de Palmas, cujo pai negou-se a assinar a autorização para a imunização.

Como a adolescente se encontra sob guarda compartilhada, estava sendo exigida a autorização conjunta dos dois genitores para a aplicação da vacina, sendo que o pai se negou a permitir, alegando, de forma genérica e injustificada, “diversas razões”.

Na condição de fiscal da lei e guardião dos direitos da criança e do adolescente, o Ministério Público defendeu que o Estado pode se sobrepor a vontades pessoais em situações como esta, em que o poder familiar coloca em risco a saúde dos filhos e da coletividade.

A promotora de Justiça Flávia Rodrigues Cunha também mencionou tese fixada por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual restou decidido que “o direito à saúde coletiva e, particularmente, das crianças e dos adolescentes, deve prevalecer sobre a liberdade de consciência e de convicção filosófica.” Ela menciona ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece a obrigatoriedade da vacinação quando houver recomendação das autoridades sanitárias.

“Nesse sentido, o Ministério Público, no seu dever de defender a sociedade e visando atender ao interesse da criança e adolescente, considera que o poder familiar não autoriza que os pais, invocando razões genéricas, coloquem em risco a saúde dos filhos, pois, aqui, não se trata mais de uma questão individual, mas uma decisão que interfere na coletividade”, acrescentou a promotora de Justiça.

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Bebê leva, por engano, seis doses de vacina contra a Covid-19

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Uma bebê de seis meses foi hospitalizada após ter recebido o conteúdo de um frasco inteiro da vacina da Pfizer-BioNtech contra a Covid-19, com uma quantidade equivalente a seis doses, avança o G1.

De acordo com a mãe da menina, a vacina contra o novo coronavírus teria sido administrada por engano. A bebê deveria ter recebido, no seu lugar, a vacina que previne doenças como a meningite, o tétano e a hepatite.

“Quando estávamos indo embora, ela [técnica de enfermagem] me chamou e disse que tinha aplicado a vacina errada. No momento em que foi jogar o frasco fora, ela viu que era o frasco da Pfizer conta a Covid-19 e que tinha aplicado nela [bebê]”, explicou a mãe, que é profissional de saúde, citada pelo G1. ” Me disse que ela tomou o frasco inteiro, o frasco equivale a seis doses da vacina da Pfizer, então nem foi uma dose só”, contou.

Depois do incidente, que aconteceu em Altinópolis (São Paulo), a técnica de saúde responsável pelo erro entrou em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e selecionou uma médica do posto de saúde para examinar a criança. A menina foi transportada para uma unidade hospitalar, onde ficou em observação durante três dias.

No que toca aos sintomas derivados da administração errada das seis doses da vacina contra a Covid-19, a mãe esclareceu que a perna da bebê “inchou” no dia da vacinação e que ela manifestou também “dor” e “febre”.

“Os exames de sangue deram alteração. Os médicos diziam que tinha a ver com a coagulação do sangue, que era o que eles estavam com mais medo”, explicou ainda a mãe.

A criança recebeu alta hospitalar, continuando depois a ser acompanhada em casa por equipes médicas da região onde reside.

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Mulher oferece sexo para policiais para não prenderem seu marido traficante.

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O caso ocorreu no dia 29 de dezembro de 2021. Um vídeo ficou conhecido em Manaus, após policiais militares prenderem em flagrante um traficante do bairro Mauazinho.

A esposa do traficante detido ofereceu sexo em troca da liberdade do marido recém-detido. O vídeo da garota diz “Vamos fazer um ‘rock’ doido, eu tenho certeza que não irão se arrepender”.

O vídeo viralizou em grupos de WhatsApp. O traficante de 21 anos, foi flagrado com uma abundante quantidade de drogas, cerca de 10 tabletes de entorpecentes.

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Miocardite: entenda o que é e sua relação com as vacinas contra a Covid-19

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A miocardite é uma inflamação do tecido muscular do coração que pode levar a alterações temporárias ou até mesmo permanentes do órgão. Muito mais frequente em crianças e jovens do que em adultos, na maioria das vezes, é autolimitada, com rápida e completa recuperação, mas pode levar ao enfraquecimento do coração, a distúrbios do ritmo cardíaco e até mesmo à morte. A miocardite tem inúmeras causas, entre elas: toxinas, infecções, medicamentos e distúrbios sistêmicos.

Já a pericardite é a inflamação do tecido que recobre o coração, o pericárdio. Elas – miocardite e pericardite – podem ocorrer separadamente, mas não é incomum que se manifestem simultaneamente em intensidades variáveis. Ambas têm como causas mais comuns as infecções virais, porém, as demais razões diferem bastante.

A miocardite pode ser consequência de doenças infecciosas ou não infecciosas. Entre as causas infecciosas, as patologias virais são, de longe, as mais comuns, entre elas se destacam as motivadas por coxsackie B, adenovírus (que provoca o resfriado comum), parvovírus e Sars-CoV-2, vírus que origina a Covid-19. Outros agentes infecciosos podem ser bactérias, parasitas e até mesmo fungos.

Miocardite pode ser causada pelo novo coronavírus, seja por meio da agressão direta do vírus ao tecido do coração, seja pela resposta inflamatória intensa que se dá no organismo. Ademais, está bem estabelecida a relação de quadros de miocardite em pessoas que tomaram as duas doses da vacina contra a Covid-19 compostas por mRNA, como as vacinas da Pfizer e Moderna. Essa complicação é bastante rara, é mais frequente em homens e em jovens e ocorre alguns dias depois da segunda dose da vacina. Os pacientes que tiveram miocardite depois de tomar a vacina tiveram rápida recuperação.

“Existem diversas publicações que mostram a relação entre essas vacinas e o aparecimento da miocardite. A frequência de relatos é variável, mas podemos afirmar que são raros os casos e a maioria deles é de leve a moderada intensidade, e mesmo os quadros mais graves têm, em geral, boa evolução e recuperação. Uma análise do risco-benefício das vacinas, publicada na revista Circulation, em agosto de 2021, mostra um grande benefício dos imunizantes, independentemente da faixa etária analisada, o que reforça a indicação da vacinação e sua segurança”, explica o médico do Hospital Santa Paula de São Paulo.

Ao observar sinais que possam indicar presença de miocardite, busque atendimento médico. Confira, a seguir, os sintomas mais comuns.

dor torácica;
falta de ar;
inchaço (edema);
fadiga;
sensação de palpitação nos batimentos cardíacos.

A miocardite pode causar morte súbita. O tratamento é variável e depende muito do quadro clínico e dos achados nos exames complementares. Pode incluir desde o uso de anti-inflamatórios até medicações específicas para insuficiência cardíaca e arritmias. Fazem parte da terapêutica algumas recomendações e cuidados, incluindo, na fase aguda, a restrição de atividades físicas, por isso é muito importante o acompanhamento de um especialista.

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