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Ministro da Justiça vai enviar 20 homens da Força Nacional para reforçar buscas por Lázaro

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Vinte homens da Força Nacional de Segurança serão encaminhados para o Entorno do DF, onde mais de 200 policiais estão focados nas buscas por Lázaro Barbosa, 32 anos. O ministro da Justiça, Anderson Torres, ligou para o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, e ofereceu a ajuda federal. A caçada policial entrou, nesta quinta-feira (17/6), no nono dia.

As buscas desta quinta-feira estão focadas em uma área de mata fechada, em Girassol, no Residencial Itamar Nóbrega I. Um morador da região disse ter visto homem com as mesmas características de Lázaro no local. O ponto está localizado às margens da BR-070, em frente à base de operações que foi transferida para o local na manhã da quarta-feira (16/6).

“A inteligência está filtrando as informações, para ver se todas conferem. Também realizamos buscas no local”, informou Rodney Miranda.

Sobre a informação que circulou na noite de quarta-feira (16/6), de que policiais haviam baleado e matado Lázaro, o secretário goiano pontuou que notícias falsas atrapalham a ação das forças policiais. “Fake news atrapalham. Temos que checar o local e as informações, e isso atrapalha equipes que poderiam estar em campo e agir rapidamente”, ressaltou.

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Anvisa analisa cinco pedidos de testes para diagnóstico de varíola dos macacos

A monkeypox é considerada uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e…

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na quinta-feira, 11, que recebeu cinco pedidos de registro de testes de identificação do vírus que causa a varíola dos macacos (monkeypox). Segundo a agência, todos já começaram a ser analisados.

Três dos produtos em análise são testes de biologia molecular, que detectam o material genético do vírus nas amostras coletadas. Eles são fabricados por empresas da Espanha, da China e uma nacional. A Anvisa já avaliou dois deles e aguarda informações complementares dos solicitantes. Quanto ao terceiro, a agência informou que ainda está analisando a documentação submetida.

Além desses materiais, na quarta-feira foram submetidos mais dois pedidos de registro: um teste rápido para detecção de antígeno fabricado na China e dois kits do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz): o produto Kit Molecular Monkeypox (MPXV) e um teste diferencial.

Os dois kits nacionais são de análise de biologia molecular. Segundo a fundação, que afirma já ter produzido material para realizar 12 mil testes e poder aumentar a produção sem prejudicar o fornecimento de seus outros produtos, o MPXV é um teste PCR capaz de identificar as duas cepas do vírus de monkeypox que circulam atualmente – uma delas endêmica no continente africano e a outra a causadora do surto no resto do mundo. As amostras devem ser retiradas das lesões na pele dos pacientes com suspeita da doença.

O segundo kit é um teste diferencial, que deve ser aplicado quando as outras possibilidades de diagnóstico por vírus relacionados são descartadas.

Segundo a Fiocruz, os dois materiais permitem a adoção de dois protocolos: um que identifica a varíola dos macacos com o MPXV e outro que, em caso de resultado negativo, pode aumentar a possibilidade de esclarecer o diagnóstico com a aplicação do teste diferencial, o que o instituto considera que seria importante para a vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, a Anvisa informou que trabalha para “a avaliação de todos os pedidos de registro de produtos para diagnóstico in vitro que possam ser utilizados como recurso para o enfrentamento da monkeypox“.

A monkeypox é considerada uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o seu período de incubação pode variar de cinco a 21 dias. Em alguns casos, o isolamento requerido chega a um mês, já que só pode ser interrompido quando a pele se cura completamente das lesões.

Não há um tratamento específico para a doença, mas podem ser administrados medicamentos para dor e febre e outros utilizados para tratar a varíola humana e outras doenças, como os antivirais tecovirimat (TPOXX), cidofovir (Vistide) e brincidofovir (Tembexa). Em anúncio feito no início do mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que o País deve receber remessas do tecovirimat.

Lesões

De acordo com a experiência clínica obtida até o momento, as marcas da varíola dos macacos podem se assemelhar às provocadas por outras doenças.

Em caso de suspeita da infecção, a orientação é procurar atendimento médico e testagem.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o atendimento para os casos suspeitos está disponível em toda a rede municipal de saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos-socorros e prontos atendimentos, e a rede conta com insumos para coleta de amostras (secreção ou partes da ferida seca) das lesões cutâneas para análise laboratorial. (Com informações da Agência Brasil)

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Falta de vacina e hesitação de pais prejudicam imunização de crianças

No Distrito Federal e na cidade do Rio a vacinação contra a covid-19 na faixa etária de 3 e 4 anos f…

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A vacinação infantil contra a covid-19 tem avançado em ritmo lento. De cada três crianças com idade entre 3 e 11 anos, uma está com a imunização completa, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Metade das crianças dessa faixa etária não recebeu sequer uma dose. Por trás do problema está a falta de doses disponíveis, o que fez cidades interromperem a aplicação, e a hesitação de parte dos pais.

No Distrito Federal e na cidade do Rio a vacinação na faixa etária de 3 e 4 anos foi interrompida por falta de produtos. O Ministério da Saúde informou que está em tratativas com fornecedores. Nas 24 horas entre terça e 20 horas de quarta-feira, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, apenas 11 mil crianças foram vacinadas com a primeira dose, totalizando 13,5 milhões (51,14%). A população nessa faixa etária é de 27 milhões. Já a segunda dose foi aplicada em 12 mil, chegando a 8,7 milhões de imunizados (32,97%) anteontem.

Para crianças de 3 a 5 anos, a vacinação foi liberada em 13 de julho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ainda não há um recorte estatístico. Na faixa etária de 12 a 17 anos, o índice de totalmente vacinados está em 53,8%, mas distante da média nacional. No País, da população vacinável (78,82% do total), 84,59% estão totalmente imunizados, embora 56,68% tenham recebido a dose de reforço.

PREVISÍVEL

Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), Juarez Cunha, já vinha sendo observada uma preocupante baixa na cobertura vacinal entre os mais jovens, agora agravada pela falta de vacina para crianças. “Isso era previsível, pois quando foi licenciado o uso o Ministério da Saúde não estava fazendo compras e os estoques eram baixos. As notícias que nos chegam de vários lugares são de falta de vacina.”

Na terça, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio paralisou a vacinação de crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose, alegando que o Ministério da Saúde não enviou novos aportes de Coronavac solicitados desde o mês passado. “A aplicação da segunda dose para este público, prevista para iniciar em 13 de agosto, está garantida com a vacina reservada especificamente para esse fim”, disse a pasta. De 15 de julho a 8 de agosto, as unidades de saúde do Rio vacinaram 39.319 crianças dessa idade com a Coronavac. Quando a imunização desta faixa etária foi aprovada, o município tinha doses em estoque, o que permitiu o início imediato. Com a primeira dose, foram vacinadas apenas 25% das crianças de 3 e 4 anos.

PELO PAÍS

No Distrito Federal, a aplicação da primeira dose contra covid-19 para crianças de 3 e 4 anos está suspensa desde o dia 3, por falta de Coronavac, único imunizante aprovado pela Anvisa. Segundo a pasta, há apenas 4 mil doses, todas para segunda aplicação. Conforme o governo estadual, Mato Grosso atrasou o início da vacinação por falta de vacina. Das 113.328 crianças a serem imunizadas, 1.176 (1,04%) receberam a primeira dose. No Piauí, o índice de vacinação nessa faixa etária é de 2,37%. Em Maceió, a vacinação não andou: de 58.535 crianças na fila, só duas foram vacinadas por terem comorbidade.

Para o presidente do departamento científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, há 5,8 milhões de crianças na faixa de 3 a 5 anos e são necessárias quase 12 milhões de doses. “Não temos isso no Brasil.” E lembrou que a Pfizer submeteu para aprovação a vacina dela para crianças de 6 meses a 4 anos. “Se vai ser aprovada, já devia ser motivo de o Ministério comprar essas doses.”

Para o dirigente da SBim, o número baixo de crianças vacinadas é também consequência de desinformação e fake news. “Houve a propagação de notícias falsas sobre efeitos das vacinas, além de o Ministério da Saúde ter desestimulado a vacinação na infância. Se já tínhamos a hesitação dos pais, a partir do momento em que eles recebem recados de desconfiança sobre a vacina, isso afeta as coberturas vacinais. O início da vacinação de adolescentes foi desastroso.”

HESITAÇÃO

A diarista Isaura Batista, de 44 anos, moradora da Vila João Romão, em Sorocaba, interior paulista, só levou a filha Victória, de 7 anos, para vacinar porque a escola exigiu. “Eu estava com medo de vacinar porque falaram que podia dar efeito ruim nela, pois teve caso de criança que ficou doente. Como a escola pediu, eu levei e ela recebeu a primeira dose.”

A dona de casa Geovana Rafaela Oliveira, de 22 anos, residente na Vila Zacarias, outro bairro da cidade, ainda não vacinou o filho mais velho, o menino Kauã, de 4 anos. “Não sabia que tinha chegado a vez dele. Estive no posto para tomar minha segunda dose, que estava atrasada, mas não vi nenhuma informação sobre a vacinação para os mais pequenos.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Amputações: número de casos cresce no Brasil e mais da metade envolve diabete

Mais da metade dos casos de amputações envolve pessoas com diabete

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O número de amputações de membros inferiores aumentou significativamente no Brasil durante a pandemia de covid-19. Em média, 66 pacientes passam por esse tipo de cirurgia diariamente. Em 2020, quando a crise sanitária se instalou no País, a média diária de amputações saltou para 75,64. No ano seguinte, chegou a 79,19, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Para especialistas, o problema estaria relacionado à descontinuidade no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas durante o período.

Mais da metade dos casos de amputações envolve pessoas com diabete, embora o problema também possa estar relacionado a muitos outros fatores de risco, como tabagismo, hipertensão arterial, idade avançada, insuficiência renal crônica, estados de hipercoagulabilidade e histórico familiar.

Entre 2012 e 2021, período do levantamento, 245 mil brasileiros sofreram com amputações de pernas, pés ou dedos. O trabalho, feito com base em dados do Ministério da Saúde, mostra que, neste período, de maneira geral, o aumento do número de procedimentos foi de 53% – o que se agravou nos últimos dois anos. O ano passado registrou a maior soma de procedimentos, 28.906 casos, uma média diária de 79,19. A probabilidade de esse número ser superado em 2022 é alta, já que a média diária de procedimentos nos tres primeiros meses deste ano é de 82.

A grande maioria dos procedimentos médicos teve queda acentuada durante a pandemia. No caso das amputações, no entanto, foi registrado um aumento. Para especialistas, isso ocorreu por conta da dificuldade de acompanhamento das complicações na saúde dos pacientes que, durante a emergência sanitária, abandonaram tratamentos e evitaram a ida aos hospitais e consultórios com medo da contaminação pelo vírus. Com isso, muitos acabaram indo ao hospital apenas nas situações mais graves, em que já não era possível evitar a amputação.

Para o cirurgião vascular Mateus Borges, diretor da SBACV, “esses dados demonstram o impacto da pandemia no cuidado e na qualidade de vida dos pacientes”. Segundo ele, pessoas com diabetes que desenvolvem úlceras e evoluem para quadros infecciosos demandam longos períodos de internação ou reinternações, com consequentes períodos de perda ou afastamento do trabalho, aposentadoria precoce e, por vezes, queda na autoestima, depressão ou criação de um quadro de dependência de familiares ou amigos.

Outro dado preocupante é o indivíduo que tem diabete e não sabe. Foi o caso do mineiro Luis Cardoso, de 55 anos, que trabalha em rodeios no interior de São Paulo. Quando fez o diagnóstico da doença, já era tarde demais para salvar o dedão do pé esquerdo. “Eu estava no interior de São Paulo e tive que ir para Belo Horizonte, para ver o médico e já tive que tirar o dedão”, contou. “Em 2020 tive um problema de infecção e tive que tirar os outros quatro dedos.”

Durante a pandemia, Luis Cardoso, também enfrentou dificuldades. “As rodovias estavam fechadas e tinha dificuldade para ir a Belo Horizonte ver o meu médico”, disse. “Em outubro do ano passado, usei um sapato que machucou o meu pé e tive que tirar o dedo do meio do pé direito. Mas estou bem, está tudo sob controle.”

Em números absolutos, os Estados que mais executaram procedimentos de amputações de membros inferiores no sistema público foram São Paulo (51.101), Minas Gerais (26.328), Rio de Janeiro (21.265), Bahia (21.069), Pernambuco (16.314) e Rio Grande do Sul (14.469). Por outro lado, os Estados com o menor número de registros são Amapá (315), Roraima (352), Acre (598), Tocantins (1154) e Rondônia (1383).

Impactos

Além de representar um grave problema de saúde pública, o crescimento constante no número de amputações no País traz fortes impactos aos cofres públicos, consumindo parte das verbas em saúde destinadas aos Estados. Apenas em 2021, foram despendidos R$ 62.271.535.96 em procedimentos realizados em todo o País. Entre janeiro de 2012 e março de 2022, considerando a inflação de cada ano, foram gastos R$ 660.021.572,69, o que representa uma média nacional de R$ 2.685,08 por procedimento.

“Esse volume de gastos poderia ser evitado se os sistemas de saúde investissem mais em medidas preventivas, sobretudo no acompanhamento de pacientes diabéticos (…) para que medidas drásticas, como a amputação de membros, não sejam tomadas”, explica o presidente da SBACV, Julio Peclat.

No caso do diabete, cujos pacientes são as maiores vítimas das amputações, descuidos podem levar a grandes problemas. Um pequeno ferimento pode resultar em infecção que evolui para um caso grave de gangrena, levantando o risco de amputação.

O diabete impacta a circulação sanguínea porque gera o estreitamento das artérias, causando redução dos índices de oxigenação e nutrição dos tecidos. Alterações de sensibilidade aumentam a chance do surgimento de pequenos ferimentos e potencializam sua evolução para casos mais graves. Estudos apontam que 85% das amputações relacionadas ao diabete têm início com uma lesão nos pés que poderia ter sido prevenida ou tratada corretamente evitando complicações.

“Pessoas com diabete, ao passar dos anos, desenvolvem neuropatia e/ou isquemia, o que as torna mais suscetíveis ao desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização (úlceras) e infecções”, explica Peclat. “A neuropatia acarreta a perda da sensibilidade ao toque, à temperatura e à dor. Com isso, o indivíduo não sente quando fere o pé. De modo geral, por não perceber, evolui para quadros de infecção que resultam em desbridamentos ou amputações.”

“Grande parte dessas amputações poderia ter sido evitadas a partir de práticas de auto-observação. O paciente bem informado que se examina com frequência poderá reconhecer a necessidade de uma intervenção precoce já nos primeiros sintomas. Identificar sinais de alerta precoces é imprescindível para reduzir a incidência de complicações”, aponta o cirurgião vascular Eliud Duarte Junior.

O paciente com esse fator de risco também deve estar atento aos perigos de acidentes e adotar mudanças de comportamento, como evitar andar de pés descalços ou, ainda, aderir ao uso de calçados apropriados.

“Muito antes de qualquer complicação maior surgir, o paciente pode sentir dores nas pernas, que é um sinal de má circulação sanguínea e entupimento das artérias”, explica o cirurgião vascular Brenno Caiafa.

Preste atenção: alguns cuidados para evitar o problema

– Não faça compressas frias, mornas, quentes ou geladas nem escalda pés. Por causa da falta de sensibilidade acarretada pela neuropatia, você pode não perceber lesões nos pés;

– Use meias sem costuras ou com as costuras para fora. Assim você evita o atrito da parte áspera do tecido com a pele;

– Não remova cutículas das unhas dos pés. Qualquer machucado, por menor que seja, pode ser uma porta de entrada para infecções;

– Não use sandálias com tiras entre os dedos;

– Corte as unhas retas e acerte os cantos com lixa de unha, mas com muito cuidado;

– Hidrate os pés, pele ressecada favorece o surgimento de rachaduras e ferimentos;

– Nunca ande descalço. Você pode não sentir que o chão está quente ou que cortou o pé;

– Olhe sempre as plantas dos pés e trate logo qualquer arranhão, rachadura ou ferimento. Se não conseguir fazer isso sozinho, peça ajuda a um familiar ou amigo;

– Não use sapatos apertados ou de bico fino;

– Trate calosidades com profissionais de saúde;

– Olhe sempre o interior dos calçados antes de usá-los;

– Enxugue bem entre os dedos após o banho, a piscina ou a praia.

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